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Clínica
Cirúrgica dos Felinos
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Procedimento
Cirúrgico em Casos de Síndrome Urológica
Felina
Penectomia
O local
exato da amputação é determinado
pelo sítio da lesão. Na maioria dos casos,
o pênis poderá ser protraído, podendo
esta posição protraída ser mantida
pelo clampeamento do orifício prepucial com um
clampe de compressa bem caudal ao bulbo da glande. O prepúcio
poderá, quando necessário, ser aberto em
toda a sua espessura, par exposição do pênis.
Um dreno tubular de Penrose funciona muito bem como um
torniquete ao redor da base do pênis.
É
vantajosa a colocação de um cateter na uretra
afim de se determinar os limites de seu lúmem.
Deve-se fazer uma incisão até metade da
circunferência da extremidade do pênis, fazer
um ponto de sutura fixo que una a mucosa da uretra à
mucosa do pênis, e, então, completar a excisão
da extremidade do pênis. A aposição
cuidadosa das bordas de corte da mucosa à túnica
peniana ajuda a evitar a proliferação excessiva
do tecido cicatricial e a formação de estenose.
Um padrão de sutura contínuo ajuda a controlar
a perculação do tecido cavernoso erétil.Sutura
com material sintético e absorvível é
usado para fechamento da mucosa.
Um colar protetor ou um suporte de restrição
lateral devem sempre ser usados para impedir que o animal
lamba a ferida. A castração deve ser indicada
para prevenir a ereção durante a cicatrização.
Algum sangramento, especialmente após a micção,
é comum, mesmo por um período de alguns
dias após a operação. É difícil
a identificação e ligadura de vasos individuais
nesta área. Relaxar a pressão do torniquete
enquanto a ferida estiver aberta, num esforço de
se identificar e ligar os vasos dentro do corpo esponjoso
do pênis, pode não trazer compensação.
Veja também: Síndrome
Urológica Felina
Sergio
Luís A. Pitarello
Médico Veterinário