Rinopneumonite
Viral Equina
Sintomatologia
Na forma respiratória o período de incubação
varia de 2 à 20 dias e verifica-se febre (39
à 40,50C), conjuntivite, tosse e
infecção inaparente. Pode existir infecção
bacteriana secundária, resultando em pneumonia.
Potros jovens podem desenvolver pneumonia primária.
Experimentalmente verificou-se que após 24
horas da exposição ao vírus os
animais apresentaram leucopenia de 24 a 48
horas de duração.
Abortos podem ocorrer na forma de surto (até
90%) em éguas que apresentaram a forma respiratória
a partir de 90 dias da infecção.
Na sua forma nervosa a doença se manifesta
como uma síndrome paralítica em equinos
adultos, verificando-se desde incoordenação
de membros posteriores passageira, até ataxia
grave, seguida de paresia de decúbito,
levando à morte ou eutanásia.
Em alguns animais ocorre incontinência
e/ou retenção urinária
Início
Patologia
Clínica
Os testes de importância crítica são
os sorológicos, sendo o mais sensível
o de imunofluorescência.
Ocorre leucopenia inicial. O vírus pode ser
isolado em culturas de tecido a partir de lavados
nasais e fetos abortados.
ACHADOS
ANÁTOMO PATOLÓGICOS
Macroscopicamente
verifica-se lesões fetais como icterícia,
petéquias em membranas serosas (principalmente
no pericárdio), edema subcutâneo e pleural,
esplenomegalia e hepatite necrótica focal.
Microscopicamente
observa-se bronco-pneumonia, necrose de polpa branca
e focos inflamatórios no fígado, acompanhado
por corpúsculos de inclusões virais
intranucleares.
Fetos com menos de 3 meses mostram pouca ou nenhuma
resposta à infecção viral; porém
a partir do 40 mês, o feto demostra
uma marcante capacidade de reagir de maneira específica
ao vírus, caracterizando que as lesões
encontradas são uma resposta fetal ao vírus
(doença fetal).
Início
Tratamento e Controle
Colocação dos animais acometidos em
baias isoladas.
Antibioticoterapia preventiva ou curativa para invasão
bacteriana secundária.
CONTROLE
Medidas
inespecíficas: higienização
ambiental e pessoal (tratadores, veterinários)
frequente, isolamento de éguas que abortaram
e rigorosa desinfecção da área
contaminada por restos fetais, controle de trânsito
de animais, evitar aglomerações, diminuir
o stress a éguas prenhes.
Medidas
específicas:
- vacina
com vírus vivo: produzida em cultura
de células de hamster, administrada via
intra-nasal; causa doença respiratória
em potros jovens e abortos esporádicos.
- vacina
com vírus inativado: preparada em cultura
de células equinas, tem sido amplamente
utilizada, não causando doença respiratória
ou aborto. Há proteção cruzada
para HVE1 e HVE4.